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Reflexões da Semana de 08 a 14 de novembro de 2012

08/11/2012, às 16:31:23 - por Professor Rui - Fonte: Rui Barcellos
Fonte:

OS BAIRROS DE GAROPABA PRECISAM DE UMA CERTIDÃO DE NASCIMENTO

O Senhor Tarso Antônio Marcadella publicou o seguinte texto no Facebook:

- Gostaria de saber qual a razão que em nossa cidade Garopaba, as entregas pelo Correio não são realizadas em vários bairros?

A cidade tem forte destino turístico e estamos na era do GPS, os endereços, as ruas estão sem a devida identificação de seus nomes, e não são identificadas por CEP (Código de Endereçamento Postal)...

As empresas na Rodovia SC têm seus endereços por KM ou s/nº.....fica muito difícil de encontrar....

Outras são nominadas como as Estrada Geral do Rosa ou da Ferrugem, ou do Ouvidor ou da Barrinha e etc ... e quase todas s/nº.. Como encontrar? ? ? ?

Creio que precisamos de uma política pública integrada na busca de soluções imediatas em parceria com a Câmara de Vereadores, Prefeitura Municipal, Comércio, Agencia dos Correios, e Estado para sinalizar melhor e de forma eficiente a Rodovia SC que liga a BR101 a nossa cidade...Fica a sugestão...

Como companheiro do Tarso fiz o seguinte comentário: Não digo que sou o pioneiro, mas com certeza fui uma das primeiras pessoas a tratar deste assunto aqui em Garopaba. Já escrevi no Jornal da Praia oito artigos (tenho todos arquivados), batendo nesta tecla. Costumo dizer que nenhum bairro de Garopaba tem nome, o que eles têm é apelido, pois para um bairro existir de direito tem que ter uma lei dando nome e principalmente dizendo de seus limites. Aqui não se sabe onde começa e onde termina um bairro. Não temos nem definido nossos limites como município, o Condomínio Maranata que esta localizado no bairro da Limpa seus moradores recebem dois Carnê de IPTU um por Imbituba outro por Garopaba, minha própria residência para o IBGE esta localizada em Imbituba. Costumo fazer uma metáfora dizendo que a nossa cidadania que tem na certidão de nascimento sua primeira forma de ser efetivada, o mesmo deveria acontecer com os bairros de uma cidade, elas tem que ter Certidão de nascimento que nada mais é do que a lei que a criou. Faz alguns anos os Correios receberam dois carteiros que não puderam desempenhar suas funções, pois não tinha como os mesmos fazerem a entrega da correspondência. Vou para por aqui, pois poderia escrever um livro sobre este assunto

O Senhor Fred Krug a seguinte postagem: Grande Prof. Rui Barcellos, como sempre muito claro e eficiente em suas colocações! Um colírio para os olhos ler seus textos. Este assunto, referente à entrega de correspondências sempre foi um problema sério em Garopaba. O que temos no município, muito bem colocado pelo Prof. e é opinião geral, trata-se de total descaso. Como sempre fiz questão de dizer, pois moro aqui tem 30 anos, e destes, 24 eu assino e pago uma caixa postal na agencia dos correios em Garopaba. Com o ritmo de crescimento que a cidade está tomando, definir nome de rua, numeração e demarcação dos limites entre os bairros, já deveria ter sido feito há muitos anos. Com toda a tecnologia existente, com certeza não deve ser uma tarefa tão difícil de executar e consequentemente melhorar a qualidade dos serviços dos Correios, Celesc, Casan e, inclusive da própria prefeitura que vai poder localizar com segurança, todos os imóveis do município, e deles cobrarem as devidas melhorias nas vias publicas, que é sua obrigação!

PARA REFLETIR

Que não seja imortal posto que é chama mas que seja infinito enquanto dure..

Vinicius de Moraes

LÍNGUA AFIADA

Não acredite em tudo o que você ouve, porque quem acredita em tudo o que ouve, muitas vezes julga o que não vê

Comentários
Andrei Linhares Areias de palhocinha - SC - 14/11/2012 às 09:50:34
De forma intuitiva e através da tradição oral aprendemos os limites do nosso confuso município, isso foi bem quando a bucólica Garopaba não estava tomada pelos ares urbanos.

Os visionários políticos de outrora emanciparam nossa cidade, e deram conta de dá forma as bases no centro, organizaram o que podiam enxergar na época, com nomes das ruas e o seu CEP, era o que bastava, e esta é uma visão geral da grande maioria dos humanos, não pensar no futuro ou projeta-lo imaginando a expansão a maioria pensa no imediato e pronto. Mas hoje creio que nem isto se pensa.

O litoral chamou a atenção dos hippies de barracas, assim nasceu a “invasão” e hoje temos outras grandes necessidades. Uma questão de lógica e que sentimos na prática. Entra prefeito e sai prefeito, juntamente com os nossos nobres vereadores, e não conseguimos resolver o mínimo para chamar Garopaba de cidade. Quem dera pensar na grande ficção que é falar sobre saneamento e acesso norte asfaltado, soa como uma grande piada os meus sensíveis ouvidos, de quem presta atenção.

Queres conhecer o nível de civilização de uma pequena cidade ou até mesmo grande, visite seu cemitério público, veja suas ruas públicas, note se há uma biblioteca pública boa juntamente com boas escolas, (sem falar de como jogamos nosso lixo e dejetos na natureza) os três primeiros quesitos são responsabilidades chaves para entender se o poder público realmente sabe o que é ser o que deva ser, são obrigações básicas herdadas desde Grécia, proporcionar caminhos para encurtar distâncias e acelerar o processo econômico, dar nome endereço a uma cidade, dar cultura e educação através dos livros e escolas, e ver como enterramos nossos entes queridos, e assim observamos como anda a saúde da cidade, se ela pode ser chamada assim, ela hoje existe, pois, os empreendimentos e instituições privadas funcionam ( alguns), mas o status original em si de lugar público simplesmente não existe, temos um “ar” disto no dito “centro de Garopaba” uma praça, ruas com nomes, CEP, falta biblioteca, escola exemplar e cemitério decente, no resto dos “bairros” temos o caos e não é sensacionalismo barato não, o pouco que há foi engendrado pelo esforço comunitário pouco, mas existente e iniciativas privadas em si, bem há postos de saúdes e algumas ruas mal calçadas, no, mas mais nada.

Logo o assunto e grande cheio de nuances, podemos admitir que parte da cidade esteja quase no patamar básico de um polis, mas o resto não. Não podemos desistir de falar do tema seu Rui. E deixar registrado que é muito lenta as mudanças por parte da coisa pública, eles parecem fechar os olhos diante de tanto apelo, diga-se de passagem todos os mandatos e partidos, salvando poucas e muito poucas coisas feitas neste sentido...


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