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Quarta ponte é insistir no erro, afirma PSOL

08/11/2011, às 19:43:34 - por Professor Rui - Fonte: Recebi este texto de Afrânio Tadeu Boppré - Presidente do PSOL de Santa Catarina
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Florianópolis não suporta mais remendos de soluçoes para resolver o caos em seu trânsito. O PSOL defende soluçoes definitivas e estruturais para o colapso de nosso sistema de mobilidade urbana que para superá-lo só mediante uma revisão geral sobre o conceito em si de cidade. Temos que olhar o futuro, trocando experiências que acontece em outros lugares. Soluções como transporte marítimo regular na região metropolitana; corredores para ônibus e VLT (Veiculo Leve sobre Trilhos); ciclovias e ciclofaixas, tarifa zero, são alternativas mais baratas e que funcionam. Nem o transporte coletivo com integração metropolitana é realidade em nossa capital. Hoje todas as importantes vias da cidade tem congestionamento, causando prejuizo para todos. O automóvel não pode ser a prioiridade de transporte. Além de perda de tempo em engarrafamento; doenças pulmonares; legiões de mutilados de acidentes no trânsito as “soluções” como elevados e pontes são carissimas e remediam em curtissimo prazo. Isso sem falar que essas obras quase sempre acompanham escândalos de corrupção. Defendemos uma mudança no paradigma. Ou seja, não devemos pensar o que deve ser feito para se transportar na cidade e sim qual cidade precisamos construir para bem se transportar e se viver. A pauta da cidade deve sair da urgência e entrar nas importâncias. Focar o desenvolvimento de Florianópolis no aumento de veiculos circulando, vai comprometer irremediavelmente o futuro de nossa cidade. Não haverá espaço para tantos automóveis. Imaginem 500 mil carros passando pelas pontes daqui a dez anos. Em Porto Alegre a implantação do transporte marítimo custou o mesmo do que foi desviado pela gestão Dário Berger, com árvore de Natal e o No-Show do Bocelli em 2009. O PSOL não é contra o desenvolvimento. Somos contra a implantação de projetos sem a discussão de quem interessa. De quem paga impostos. De quem não tem, transporte, educação e saúde pública de qualidade. A ponte que precisamos é a da democracia para ligar os interesses da cidadania com o poder público. Essa ponte de cimento armado cuja projeção inicial ultrapassa um bilhão de reais não vai resolver nossa mobilidade. É um potencial foco de corrupção e desvio de dinheiro público como acontece no presente e aconteceu no passado.

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