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"O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las" - Francis Bacon

31/01/2012, às 11:51:08 - por Pandora Mascarenhas Pacheco - Fonte: http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2012/01/empresa-aposta-no-publico-gay-e-cria-cuelcinha-calc
Fonte: Flavio Moraes

Na vontade de presentear um amigo que comentou uma vez sobre a falta deste tipo de produto no mercado, a jovem empresária Beatriz Rouce acabou criando “sem querer” a sua empresa. O presente para o amigo foi uma cueca com todos os aspectos de uma calcinha, o que passou a ser chamado de “cuelcinha”.

O amigo adorou e outros amigos passaram a pedir.

A jovem afirma que tem muitos amigos homossexuais e após o presente e com a demanda aumentando, ela resolveu investir no setor.

Para iniciar o empreendimento, a jovem contou com a ajuda dos pais. A mãe, que é a atual gerente do negócio, trabalha junto com o irmão de beatriz, que é o responsável pelo estoque, entrega dos produtos e faturamento da empresa.

Segundo Beatriz, a reação ao lançamento da marca Comum de Dois foi imediata, tanto que na primeira semana, o acesso ao site foi tão grande que chegou a sair do ar.

A mãe de Beatriz, Edy Rouce, afirma que são muitos os homossexuais que gostam de usar peças de roupas femininas no Brasil e que eles são ignorados. Ela também afirma que, apesar de a empresa procurar resultados, o negócio surgiu por falta de produtos exclusivos para eles.

Tanto a mãe quanto a filha acreditam que as críticas recebidas ao produto vieram de pessoas que não entenderam o conceito da marca, destinada a atender um nicho específico de consumidores.

"Não é um produto para homens heterossexuais, para o namorado de nenhuma mulher. É para um nicho dentro do público gay, e vi que em alguns momentos isso não foi compreendido. Mas não vou me esforçar para que isso seja entendido, quem é o público sabe", diz Beatriz.

Segundo Edy, a gerente, a marca oferece produtos que se diferenciam de itens vendidos em sexshops, dedicados a fetiches, porque a ideia é que as calcinhas sejam usadas também no dia a dia, a exemplo das mulheres. "Tem a vertente da noite, a que você usa para a balada. E tem aquela de usar para o escritório que não vai marcar nada, não vai denunciar nada. Um executivo, por exemplo, não vai gostar que apareça um lacinho. Tem modelos mais básicos", diz.

A jovem empreendedora, que até então acumulava no currículo alguns cursos técnicos e trabalhos pontuais na costura, diz que precisou pesquisar e aprender para desenhar as lingeries masculinas. "É difícil porque você tem que aplicar o conceito masculino, com a anatomia diferente, mais a parte da sensualidade". As redes sociais e a internet são as principais fontes de inspiração da empresária para saber das preferências do público e até do que é tendência nas lingeries femininas para aplicá-las às coleções. "É um público exigente, detalhista, que presta atenção no acabamento e vê para onde está indo o dinheiro dele".

Justamente pelo inusitado dos produtos que fabrica, Beatriz entende que a seriedade na produção e no relacionamento com os clientes é fundamental para o crescimento da empresa. "É um trabalho sério, é muita responsabilidade. De não fazer feio, de não vulgarizar, de não me denegrir, nem aos meus clientes", afirma a empresária.

As vendas acontecem por Skype e MSN e os produtos são entregues pelos Correios - tudo com a máxima discrição, garante a empresária. Os preços variam de R$ 40 a R$ 55.

Comentários
Chang Porto Alegre - RS - 24/04/2012 às 22:27:12
Como o título diz, criar as oportunidades, se o ser humano aprender a observar melhor a sua volta, vai se deparar com muitos nichos de mercado ávidos por inveções que os supra. Ótimo relato e muito motivador.
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