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Estudantes do Sul lideram Consumo de Drogas

09/03/2012, às 12:04:29 - por Fala Garopaba - Fonte: ALESC
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De acordo com o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os estudantes do Ensino Fundamental e Médio do Sul do país são campeões no consumo de drogas. Entre 65,8% e 71,6% dos alunos da região já ingeriram álcool, contra 60,5% da média nacional. O Sul também lidera no uso da maconha, com 12,9% dos estudantes, sendo Florianópolis a capital com maior uso entre crianças e adolescentes que estudam.

A pesquisa foi realizada em 2010, em 27 capitais, incluída Brasília, e foram entrevistados 50 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio, da rede pública e privada. Apesar dos pesquisados estudarem nas capitais, as conclusões são extensivas ao interior dos estados.

A pesquisa detectou que o batismo com drogas acontece cada vez mais cedo. Entre as crianças de 10 a 12 anos, 10,4% já experimentaram alguma droga. Entre 13 e 15 anos, 22,5% e de 16 a 18 anos o percentual atinge 42,8%.

O Cebrid constatou que os meninos geralmente utilizam cocaína, solvente, maconha e esteróides, enquanto as meninas, medicamentos. Todavia, se comparados com dados de 2004, diminuiu o consumo de álcool, tabaco, solventes e anfetaminas, mas aumentou o uso de ansiolíticos e cocaína entre os estudantes.

Para o pesquisador Aurélio de Souza, da Unifesp, que apresentou a pesquisa, apesar dos números causarem forte impressão, em relação aos países da Europa e Estados Unidos, o consumo de drogas no Brasil ainda é baixo. Para Souza, “a prevenção realista, sem preconceitos, atualizada e bem fundamentada é o melhor caminho para evitar problemas com uso indevido de drogas”.

Fatores de risco

Durante a apresentação da pesquisa, Souza realizou uma dinâmica de grupo com os participantes do seminário “Drogas Por Quê – Desafios para a educação”. Os professores, assistentes sociais, psicólogos, agentes de saúde e membros de comunidades terapêuticas oriundos da Grande Florianópolis identificaram os maiores fatores de risco e propuseram ações para minimizá-los.

Pela ordem, os fatores que apresentam maior risco de deflagrar o consumo nas crianças e adolescentes, segundo os participantes do seminário, são desestrutura familiar, falta de diálogo, exclusão social, falta de afeto, curiosidade, vulnerabilidade, instabilidade emocional e más companhias.

Para enfrentar o problema da desestruturação familiar foi sugerida a criação de uma equipe multiprofissional, vinculada à escola, para atuar diretamente com a família do usuário. De acordo com o grupo que debateu a desestruturação familiar, “a família é a maior dificuldade que a escola enfrenta hoje, uma vez que a raiz dos problemas do aluno usuário está na família”.

Para enfrentar os outros fatores de risco, foram sugeridas gincanas, jogos, reformulação do projeto político pedagógico (PPP), criação de dias do abraço, ocupação do tempo livre das crianças e adolescentes, capacitação dos professores, a divulgação dos exemplos positivos e uma atuação da escola em parceria com os conselhos de segurança (Consegs), monitores do Proerd, agentes de saúde, psicólogos e assistentes sociais.

O seminário “Drogas Por Quê – Desafios para a educação” é uma iniciativa da Fundação Milton Campos, vinculada ao Partido Progressista (PP), e foi realizado nas cidades de Araranguá, Itajaí, Chapecó e Florianópolis. Depois dos catarinenses será a vez dos gaúchos debaterem o assunto.

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