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Insatisfeitos permanecem no emprego por causa da flexibilidade

13/03/2012, às 10:11:17 - por Fala Garopaba - Fonte: Pense Empregos
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Pesquisa realizada em 31 países com 3,9 mil executivos de ambos os sexos com idades entre 30 e 50 anos aponta os fatores que pesam na carreira. O descontentamento é geral, mas a maioria não pretende pedir demissão, especialmente em razão do horário flexível no trabalho.

Mais da metade de homens e mulheres executivos em 31 países, incluindo o Brasil, estão insatisfeitos com o seu trabalho, mas não deixam o emprego porque possuem algum tipo de flexibilidade, como o horário das atividades, o que faz com que permaneceçam na empresa.

Os resultados integram uma série de dados de uma pesquisa realizada pela Accenture – empresa global de consultoria, tecnologia e outsourcing (fornecimento de serviços especializados a empresas e parcerias estratégicas) – com 3.900 executivos de médias e grandes empresas em todo o mundo. Entre os entrevistados da pesquisa, 1950 mil eram mulheres. O objetivo deste estudo foi avaliar a satisfação, a qualidade e as aspirações de carreira dos entrevistados e a eficácia das empresas para atrair, desenvolver e manter os talentos.

O descontentamento com o emprego atinge 57% das mulheres. Entre os homens, o percentual de insatisfação profissional aumenta para 59%. Apesar do descontentamento ser geral entre executivos de ambos os sexos, mais de dois terços do total de entrevistados disseram que não pretendem pedir demissão. Cerca de 44% dos profissionais disseram utilizar as opções de horário flexível por mais de três anos.

A falta de oportunidades de crescimento e de um plano de carreira foram apontados como as principais barreiras para o progresso na carreira por 42% dos entrevistados. Menos da metade (20%) disse que o maior obstáculo para o desenvolvimento profissional advém do ambiente familiar, como o nascimento de filhos. O Brasil é um dos países com o menor índice na indicação de “nascimento de filhos” como um fator de atraso na carreira. Para 32% dos executivos, no entanto, não há barreiras para o crescimento profissional. A maioria dos entrevistados informou que está tomando uma série de medidas para gerenciar ativamente a carreira, o que inclui aceitar diferentes papéis ou responsabilidades na empresa (citado por 58%), receber mais formação ou treinamento (46%) e trabalhar por mais horas (36%).

As entrevistas realizadas com mulheres levaram em conta três gerações: as baby boomers (nascidas antes de 1964), as da geração X (nascidas entre 1965 e 1978) e as da geração Y (nascidas a partir de 1979). Mesmo com a insatisfação com seus empregos, 64% do total de participantes da pesquisa afirmaram que a principal razão para permanecer no emprego atual é a flexibilidade (horários, locais de trabalho). Além disso, 69% disseram que não fazem planos para deixar o emprego.

Mais de dois terços dos entrevistados (71%) indicou que existe equilíbrio entre sua vida profissional e pessoal na maior parte do tempo; 42% disseram que muitas vezes sacrificaram o tempo com a família para ter sucesso na vida profissional e 41% afirmaram que as demandas da carreira têm impacto negativo na vida em família. A maioria (73%) dos entrevistados casados disse que o cônjuge também tem um emprego de tempo integral.

Foram apontados como atributos importantes para o crescimento na carreira a autoconfiança (citado por 28%), habilidades (25%) e dedicação ao trabalho (23%). Cerca de um terço dos entrevistados recebe aconselhamento de carreira de colegas (citado por 35%) ou familiares (32%).

A Accenture realizou a pesquisa online no final do ano passado com executivos de médias e grandes organizações dos seguintes países: Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, Japão, Malásia, México, Holanda, Noruega, Filipinas, Singapura, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes, Reino Unido e Estados Unidos. Participaram no mínimo 100 entrevistados de cada país, com exceção da Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia, onde o número combinado de entrevistados totalizou 200. Os entrevistados foram divididos igualmente por sexo e nivelados por idade e posições dentro das empresas. A margem de erro para a amostra total foi de aproximadamente dois pontos percentuais – para baixo ou para cima.

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