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Vivências Opressivas

09/05/2012, às 04:49:25 - por Jóici Jordão Psicóloga - Fonte:
Fonte:

Queridos leitores, quero compartilhar um texto de uma autora que muito admiro: Alice Miller. É um fragmento do primeiro capítulo do livro: O drama da criança bem dotada. Ele serve como uma introdução para os próximos textos que escreverei aqui com o tema de: Vivências Opressivas.

Peço que o seu olhar seja reflexivo e cuidadoso sobre esse texto; não é determinismo, mas um texto para ser lido com o intuito de pensar naquilo que fizeram conosco e o que nós também fazemos com os outros seres humanos

Nas palavras de Miller (1997):

Qualquer coisa é melhor do que a verdade

“A experiência nos ensina que temos uma única arma duradoura na luta contra as doenças mentais: a descoberta e a aceitação da história, única e específica, de nossa infância. É possível nos libertarmos totalmente das ilusões? Toda e qualquer vida é cheia de ilusões, talvez porque a verdade nos pareça insuportável. Mesmo assim, a verdade nos é tão essencial, que o preço por sua perda é adoecer gravemente. Dessa forma, procuramos descobrir, por meio de um longo processo, nossa verdade pessoal, aquela que, antes de nos brindar com um novo nível de liberdade, dói continuamente – a menos que nos contentemos com um reconhecimento intelectual. O que nos faz permanecer na esfera da solidão.

Não podemos mudar em nada nosso passado, não podemos desfazer os males que nos foram imputados na infância. Mas podemos nos mudar, “consertar”, reconquistar nossa integridade perdida. Isso é possível à medida que decidimos observar mais de perto o conhecimento sobre o passado arquivado em nosso corpo, e colocá-lo mais perto de nossa consciência. Certamente, é um caminho desconfortável, mas é o único que nos oferece a possibilidade de, finalmente, deixar a invisível (e ao mesmo tempo cruel) prisão da infância, nos transformando de vítimas inconscientes do passado em pessoas responsáveis, que são cientes de sua história e, com isso, capazes de conviver com ela.

A maior parte das pessoas faz exatamente o contrário. Não quer saber nada de sua história e, dessa forma, não sabe que, no fundo, é continuamente determinada por essa história, pois vive situações não-resolvidas, reprimidas na infância. Não sabe o que teme e evita perigos que um dia foram reais, mas que hoje não existem mais. Essas pessoas são impulsionadas por lembranças e necessidades inconscientes que, frequentemente, determinam de maneira perversa quase tudo o que fazem ou falhem no seu fazer – enquanto permanecem inconscientes e não-resolvidas” (p. 15-16).

REFERÊNCIA

MILLER, Alice. O drama da criança bem dotada: como os pais podem formar (e deformar) a vida emocional dos filhos. São Paulo: Summus, 1997.

Jóici Jordão

Psicóloga – CRP 12/10147

Contato: (48) 9146-3025 / (48) 9970-1927

Site: www.creser.psi.br

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